Documentário de estudante da Uesc é premiado no Festival Nacional Recanto do Cinema

O documentário “O Abebé Ancestral” venceu a Mostra Competitiva de Curtas Brasileiros da 2ª Edição do Festival Recanto do Cinema, promovido pelo Instituto Federal de Brasília (IFB), Campus Recanto das Emas.
Por Ascom
18/12/2020 00h00

Com o documentário “O Abebé Ancestral”, o estudante Paulo Roberto Ferreira Filho, do curso de Comunicação Social da Uesc, venceu a Mostra Competitiva De Curtas Brasileiros da 2ª Edição do Festival Recanto do Cinema, promovido pelo Instituto Federal de Brasília (IFB), Campus Recanto das Emas. Foram 256 curtas-metragens inscritos de nove estados brasileiros e do Distrito Federal, dos quais, os vinte melhores trabalhos foram selecionados para a mostra, que aconteceu entre 26 de novembro e 10 de dezembro. 

O júri popular escolheu “O Abebé Ancestral” como vencedor da categoria e o estudante receberá o Troféu Ema Filmes, uma bolsa de estudos em um dos cursos de audiovisual da Academia Internacional de Cinema (AICTV), do Rio de Janeiro, além de recursos de acessibilidade para o documentário, fornecidos pela Odara Filmes.

Em sua segunda edição, o festival teve como tema "Memória, Identidades e Territórios” e também é uma iniciativa do projeto "Cinemas em Rede", da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) que estimula a exibição audiovisual nas Universidades e Institutos Federais do Brasil, a partir de um circuito nacional entre as instituições. A ideia do festival é dar visibilidade e valorizar as produções audiovisuais voltadas para as narrativas protagonizadas pelas periferias brasileiras. 

Com duração de 19 minutos e 16 segundos, “O Abebé Ancestral” foi produzido no segundo semestre de 2019, na disciplina Oficina de Vídeo Educativo, e orientado pela professora Betânia Maria Vilas Bôas Barreto. O diretor Paulo Roberto Ferreira Filho, negro e babalossain Aláramó do Ilê Axé Odé Omopondá Aladê Ijexá (Banco da Vitória, Ilhéus-BA), teve como objetivo deste projeto fazer um resgate histórico e religioso de tradições orais do Candomblé a partir das histórias do povo de terreiro, seus valores e religiosidade. 

Em sua narrativa, o curta-metragem conta a história de Mejigã, sacerdotisa nigeriana que sofreu diáspora no século XIX e foi escravizada no Engenho de Santana, do qual escapou, resistindo e se tornando símbolo de empoderamento ao gestar uma dimensão Ijexá no Sul da Bahia que se disseminou através do babalorixá Ajalá Deré (Ruy Póvoas), descendente de Mejigã em quinta geração. Com depoimentos de Mãe Darabi/Alba Cristina Soares (Ialorixá), Olúkóso/Luzi Borges (Kolabá de Xangô) e das performances da atriz Izadora Guedes, é apresentada a trajetória de vida, importância e representatividade dessa figura histórica e mitológica. 

A produção também foi finalista na 27ª edição da Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação – Expocom Inter-regiões Nordeste 2020, evento que faz parte da Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares em Comunicação no último mês de outubro.

Compartilhe este conteúdo